NO ESPAÇO TOM JOBIM
A Primavera de 2009 será diferente, pré anunciada pela energia de ressurreição que traz para a cena a eterna Cacilda Becker, em montagem da companhia Teatro Oficina Uzyna Uzona e patrocínio da PETROBRAS.
A Cia Teatro Oficina faz a estréia nacional de ESTRELA BRAZYLEIRA A VAGAR – CACILDA!! (duas exclamações) nos dias 5, 6, 7, 12 e 13 de Setembro, em sessões às 18 horas, no Espaço Tom Jobim, dentro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. A temporada e o grupo contam com o patrocínio da Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal.
Os ingressos para CACILDA!! e O BANQUETE (informações no final do texto) custam R$ 40,00. Mas clientes do Cartão Petrobras, com acompanhante, pagam a meia entrada R$ 20,00.
Escrita e dirigida por José Celso Martinez Correa e Marcelo Drummond, CACILDA!! estréia no Rio de Janeiro para despertar a primavera em nosso corpo de multidão, como aconteceu com a Tropicália em 1967, no mundo inteiro em 1968 e nos anos 40, com a geração de Cacilda Becker.
Mesmo durante a segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, tempo em que se passa a peça, no Rio de Janeiro, capital do Brasil, renascia a Primavera no corpo da geração que pariu a Cultura e o Teatro Brasileiro Moderno.
Cacilda aos 20 anos de idade, chegava à Cidade Maravilhosa, onde um Coro imenso de protagonistas renascia na Arte de Dionísios nos Trópicos do Hemisfério Sul: Vila Lobos, Oscar Nyemeyer, Lina Bardi, Oswald e Mário de Andrade, da Cinédia, da Atlântida, as Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Luiz Gonzaga, os Artistas da Rádio Nacional que inventaram a Era de Ouro, do Samba, do Baião.
O QorpoSanto de Teat®o Oficina Uzyna Uzona, engravidando destas energias invencíveis, bárbaras da juvenilidade, ensaia pra anunciar a Primavera no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Queremos estar prontos para ser “Proibido Suicidar-se na Primavera”, nome de uma das peças, que Cacilda fez ainda no tempo da Guerra, na primeira metade dos anos 40, substituindo Bibi Ferreira. Um Coro de Protagonistas de Artistas, atuadores, multimídias, animados por mais de uma exclamação: de duas, !!, de Cacilda Becker menina-moça, preparamos para ter nós e o nosso público 20 anos de novo, pra trazer vida ao luto, à descrença em corpos possuídos pela crise de envelhecimento terminal do neoliberalismo.
A “Estrela Brazyleira a Vagar Cacilda!!”, nos guia hoje a brilhar. Como o Renascimento retornou ao Paganismo pra reconquista do Poderio Humano, nós retornamos à geração que criou uma Primavera, em plena 2ª Guerra Mundia!, conquistando a Paz, re-existindo o inicio da Guerra Fria encontrando seu pouso do Teatro- Arte Inseparável da Arte-Vida.
ENCENAÇÃO
O público entra pelas clássicas cortinas vermelhas de um Teatro, com saindo dos bastidores desta Arte. Nós e público brincamos então com o bebezinho ainda, teatro moderno brasileiro. Mais especificamente com o de Cacilda:
” Todos os Teatros são meus Teatros”
O público topa de cara com os Atores nos Camarins, a Banda afinando-se, os operadores de Luz e Som iluminados, Imagens projetadas nas telas, na pista de rua com as curvas da Praia de Cocapabana, o Pão de Açúcar, sons, trazendo a ambiência Sonora, Visual dos anos 40.
A peça inicia-se com a cena de Cacilda saindo da Central do Brasil, dando continuidade ao 1º Ato de Cacilda! para o Rio de Janeiro. A Capital da República do Brasil, no máximo de seu esplendor, uma Ilha de Paz como Havana, Casablanca, no Mundo em Guerra, ainda fora dela. Assiste a chegada vinda do Aeroporto Santos Dumont, da Banda Americana de Eddie Dunchin.
Recém chegada ao Rio, escrevia cartas diariamente e nelas e na peça Cacilda conta de seus vestidos, sapatos, penteados, crises, seu salto brusco do Teatro sério de Dulcina de Moraes para a Cia. de Raul Roulien por quem se apaixonou ao vê-lo aclamado pela multidão como um Papa regressando de Hollywood.O galã consagrado de Holywood, cantor, diretor, ator de teatro, criador da “Cidade-Cinema”.
A partir vemos passar a vida de Cacilda Becker nos Anos 40 em meio a todas as personagens que movimentavam o Brasil e o mundo nessa época, como as Cantoras do Radio, Jean Sablon, cantor da 2º Guerra, recém chegado ao Brasil no Porto de Santos, escapado da captura da França pelos nazistas. O jovem repórter Tito Fleury, que na peça namora, noiva e se casa, quando faz “ O Vestido de Noiva”, o próprio Nelson Rodrigues, Grande Othelo, Ziembinski, Bibi Ferreira, Dona Alzira e a atriz Cleyde Yaconis, mãe e irmã de Cacilda. E muito mais: Abdias Nascimento, Dulcina, Maria Jacinta,
As Cartas de Cacilda constituem o roteiro dessa escritura, inspirando o ardor, o fogo, de nossa fantasia. Agora que ela está sendo posta em cena, continuamos sua escritura cada vez mais ritmada e criadora, nos bits já eletrônicos da respiração musical da beleza desta Atriz Matriz. Dançarina desde 2 anos de idade, trouxe a velocidade de dançarinos como Nureiev para a cena, um passo para cada nota musical, assim trazendo o corpo musicalizado em cada ato, palavra, sílaba.
A peça tem como um dos pontos mais marcantes a intimidade dos bastidores, ensaios na vida e nos palcos, telas, rádios, dos mortais, que construíram antes de nós, essa delícia que vivemos hoje a da vida de artista.
É o teatro sendo teatro do teatro, fazendo teatro de todos os teatros com todos os presentes entrando no gozo e na miséria da vida de artista, na música, dança, fantasias das personas e dos coros em chanchadas, dramas sentimentais, dramalhões, tragédias pulsionadora dos corpos de carne-e-alma em contracenação com a memória rediviva elétrica, digitalizada nos sons, imagens, luzes, massageando este despertar pra vida aqui agora.
CACILDA ANNA GUILHERMINA BECKER
Anna Guilhermina, vinda muito jovem para as 27 horas de “Os Sertões”, atuou grávida, sua bolsa abriu num ensaio aberto de Homem I ,em que fazia uma vaca leiteira buchada para o público. Logo voltou a atuar nos Sertões dando seu leite para o público na mesma cena em que pariu Lyrio seu filho, batizado num ritual teatral no Teat®o Oficina. Fez “Vento Forte para um Papagaio Subir” , “Cypriano y Chantalan ” , “Os Bandidos” de Shiller, “As Bacantes” em Araraquara, preparando-se para correr o mundo e é agora a Protagonista de “Estrela Brazyleira a Vagar Cacilda!!”
Outras Cacildas emergirão na peça, mas ela será a coluna dorsal, com as energias, mais belas e criativas de sua juventude determinada e voluntariosa como Rosalinda de “As you like” e Cleópatra, únicas personagens comparáveis à Cacilda Becker.
A Alegria, os nervos dessa menina magrinha, contagiaram e foram contagiados pela geração re-criadora, de nossa cultura, depois do modernismo e da Antropofagia.
As outras Cacildas serão vividas por Luisa Lemmertz e Ana Abbot. Bibi Ferreira estará em Camila Mota e Rita Hayworth em Sylvia Prado. As demais atrizes cantoras em cena são: Adriana Capparelli, Adriana Viegas, Cellia Nascimento, Fabianna Serroni, Juliane Elting, Letícia Coura, Naomy Scholling e Vera Barreto Leite.
O elenco masculino é formado por Marcelo Drummond que além de co-escrever e dirigir interpreta Ziembinsk, atuando ao lado de Acauã Sol, Adão Filho, Anthero Montenegro, Ariclenes Barroso, Freddy Allan, Lucas Weglinski, Márcio Telles, Mariano Mattos Martins, Rodolfo Dias Paes e Hector Othon.
TEATRO MUSICAL BRASILEIRO
Músicas de todas as épocas, antropofagiadas, como Grande Othelo antropofagiando o “Otelo“ de Verdi com os Corais das Pombas Giras do Haiti. Mas ainda trazendo a época da política de boa vizinhança, dos desenhos de Walt Disney, criamos um Zé Carioca vivido pelo Músico Ator Guilherme Calzavara, como Ponto, Baterista ritmista da Peça, o Pato Donald Vivido por Anthero Montenegro, o Tio Patinhas, vivido por Acauã Sol. Ainda Ito Alves, o Icto é o Percurssionista Ogã, o baixo Marcão Leite, guitarra, Zé Pí, cordas, rabeca: Adriano Salhab, guitarra e Piano: Rodrigo Jubelini.
Mas o Mais forte da peça é a Forma Coral Musical com Protagonizações emergindo dos Coros, inclusive a de Cacilda Espinha Dorsal que ampliará sua cumplicidade com o Qorpo Santo de sua Familha: Dona Alzira, Dirce, Cleyde, toda a Companhia, e todo o Público. Tenho muito que escrever sobre a Música e o que fazer. Estamos ensaiando ainda vai rolar muita coisa e, pouquíssimo tempo tera de ser um Novo Milagre do OficinaUzynaUzona.
“A Estrela Brazyleira a Vagar” é um Musical, dirigido por Guilherme Calzavara, ao mesmo tempo baterista, soprista, e líder da Banda. A trilha é composta pelos muitos músicos atores e atrizes nas letras de José Celso Martinez Corrêa que com Marcelo Drummond dirige este emprendimento gigantesco atravessando heróica doida e prazeirosamente a era da ditadura dos Monólogos.
NOS BASTIDORES DE CACILDA!!
Os figurinistas, Olintyo Malaquias e Sonia Ushiyama farão o milagre dos figurinos metamorfoseantes, trazendo o charme dos anos 40, a fantasia de misturar personagens míticos, humanos semi animais, personagens de peças, filmes de muitas épocas, fantasias de Escolas de Samba.
A Direção de Arte, Espaço Cênico criado pelas Arquitetas Cris Cortilio e Carila Matzenbacher, que farão os Bastidores do Teatro Mundi, pois nele entra desde os Estúdios da Atlântida, a Roda dos Cassinos do Rio, o Pão de Açúcar, as neves de “ Mayerling”, os Morros do Rio, a Avenida Rio Branco, o Barco dos Comediantes etc.
O Vídeo trará a crescente penetração da era digital no Teatro e nos seus bastidores atuais e históricos dos anos da 2º Guerra Mundial, da Explosão de Hiroshima, cenografando, ativando, trazendo a presença do público para atuar, vividos por Cassandra Mello, Jair Sanches Molina Jr, Renato Banti, Joana Camargo e Joaquim Castro.
Na Direção de cena emerge o talento de Rafael Ghirardelo e na contrarregragem Aguinaldo Rocha. Nos camarins: Cida Melo já de nossa Primeira Guarda e a cogata Inara Gomide camareira 2.
Marcelo Drummond que fará Ziembinski criará Luz com Ricardo Morañez, operada por Karine Spuri, e Marcelo Drummond Zimba
O Musico Cyber, Rodrigo Gava cria e opera a Sonoplastia complexa invocando as vozes dos artista dos anos 40, criando ambiência da instalação Teatro Bastidor dos anos 40-2009: e a trilha do desenrolar da peça com Ramon Monteiro que tambem faz a Operação de microfones:
Na Assessoria de comunicação e pesquisa, o Chefe de Gabinete: Valério Peguini
Projeto gráfico: Mariano Mattos Martins
O talento da Produtora Ana Rubia de Melo, uma das Generais mais importantes da Expedição de “Os Sertões” a Canudos, comanda mais esta, desafio semelhante: “Os Cacildões”, com assistência executiva de Camila Motta
Produção da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, produtores executivos de cena: Valério Peguini, Mariana Oliveira. No Site: Tommy Pietra. Na Administração: Simone Rodriguez, Aury Porto. Secretária: Vanessa Tomaz
Zeladoria: Anderson Puchetti
TEATRO OFICINA OFERECE
O BANQUETE
EM SESSÕES ESPECIAIS
Dias 9 e 10 de setembro, às 20 horas, a Cia Teatro Oficina oferece sessões especiais de O Banquete, baseado na obra de Platão, com direção de Jose Celso Martinez Correa.
A pista do Tom Jobim vai transformar-se em chão de camas
para o encontro dos banqueteiros que
reunidos na casa do poeta Agatão,
recém chegado da vitória com Bacantes nas Dionísiacas,
mas ainda na ressaca do banquete anterior,
decidem por outro jogo: dar a Eros, cada um, um canto – e assim beber menos.
Entre eles estão personagens históricas de 2500 anos atrás,
o poeta Agatão feito por Marcelo Drummond,
Aristófanes, o comediógrafo de As Nuvens, interpretado por Sylvia Prado,
o médico Erixímaco, por Rodrigo Andreolli, a filósofa Diotima por Camila Mota,
Sócrates, personagem principal através da qual Platão constrói todos seus diálogos, interpretado por José Celso,
Heráclito, o filósofo,
e personagens da mitologia grega, que originalmente surgem apenas nos discursos proferidos
mas estão incorporados na versão do Oficina:
Orpheu e Eurídice em seu caminho para o Hades;
os Andróginos que partidos pelo raio de Zeus tornam-se homem e mulher
na encenação ritual do mito de surgimento dos gêneros a partir dos transgêneros;
e Eros, nascido do pai Poros e da mãe Penia, a Necessidade, cujo parto é encenado;
além de Jesus e Iemanjá.
O Banquete é um dos mais de trinta diálogos filosóficos escritos por Platão no século V a.C.
e hoje considerados obras seminais do pensamento ocidental,
estudados diariamente por filósofos e fundamentais na formação das teorias da psicanálise.
Em todos eles, Sócrates, fundador da academia peripatética, que em vida fora o mestre de Platão,
aparece como interlocutor preferido das personagens.
O Bori de Pratão é oferecido a Eros,
ao amor, de qualquer tipo
“Muitas pessoas hoje fazem guerra contra o amor, mas nós estamos lutando pelo amor. E não precisamos de armas para isso, nossas armas são música e poesia. Amor, assim como teatro, dá poder, cultiva a vida, e necessitamos, a todo tempo, poesia, como ar.”