11/05/2009

A
Petrobras, o Teat®o Oficina Uzyna Uzona, a Academia de Filmes e a
Trama apresentam a coleção de DVDs “Festival
de Teat®o Oficina”, com
direção de Tadeu Jungle e Elaine Cesar. Composto por
sete DVDs, o box, que chega ao mercado em março de 2009, traz
quatro das mais importantes peças encenadas ao longo da
história do Teat®o Oficina, dirigidas por Zé Celso
Martinez Corrêa: Bacantes (Eurípedes), Boca
de Ouro (Nelson Rodrigues), Cacilda! (Zé
Celso) e Ham-Let (Shakespeare).
O
lançamento do projeto, plenamente produzido pela Academia de
Filmes (empresa do Grupo INK), acontece juntamente com as
comemorações dos 50 anos do Teat®o Oficina. A coleção
histórica conta com patrocínio da Petrobras e terá
distribuição da Trama. São mais de 18 horas de
material, captadas por oito câmeras dispostas em meio ao
público. O resultado são obras em que prevalece o
primor estético e, ao mesmo tempo, a emoção de
cada uma das peças encenadas por Zé Celso, o maior
diretor do teatro brasileiro na atualidade.
Jungle e
Elaine registraram de maneira única cada detalhe das
encenações, criando um jeito inovador de se filmar
teatro, capaz de transportar o espectador para o centro do Oficina.
Além disso, os DVDs apresentam uma série de extras,
entre eles um documentário sobre a história da
companhia, além de cenas dos bastidores, comentários do
diretor, dos atores e atrizes de cada um dos espetáculos, bem
como ângulos inéditos. Todas as cenas foram gravadas ao
longo do ano de 2001.
Estes DVDs
ficarão, com certeza, para a história do Teatro
Brasileiro e Mundial, como um dos mais elaborados registros teatrais
já realizados, além de eternizarem quatro clássicos
da dramaturgia.

Bacantes
(Eurípedes): O espetáculo retoma o ritual de
origem do Teatro em 25 cantos e cinco episódios. Mostra a
volta de Dionísio, protagonizado por Marcelo Drummond, deus
do vinho, do prazer e do Theat®o, à sua cidade natal e o
antagonismo de Pentheu (Fransérgio Araújo), prefeito
de Tebas, que tenta proibir a realização do Teatro dos
ritos báquicos oficiados por Dionísio e o Coro de
Satyros e Bacantes nos morros da capital Tebas, cidade governada por
Kadmos (Paschoal da Conceição). Na sua linguagem
literária e musical brazyleira inaugura a Ópera de
Carnaval Eletrokamdomblaica, a TRAGYKOMÉDYORGIA, de falas
ritmadas nos Episódios, e nos Cantos Dançantes, nos
ritmos primitivos tecno-afro-índo-brazyleiros, somados à
trilha eletrônica, e Banda dirigida pelo maestro Marcelo
Pelegrini, realizada sempre como Rito, Festa, Celebração
da Alegria Trágica e Sensual, com a intensa atuação
do Público como nos tempos da Tragédia Grega.
Participações especiais: o grande ator Paulo Cesar
Pereio, vivendo Zeus, a dançarina Renée Gummiel,
dançando Rhéia Nannã Burukú e da
Protagonista do Oficina Uzyna Uzona Vera Barreto Leite, vivendo
Hera, esposa ciumenta de Zeus.
Ham-Let
(William Shakespeare): O mais célebre texto de
Shakespeare protagonizado por Marcelo Drummond, numa interpretação
solar inspirada no ídolo de sua geração,
Cazuza, nos Tupys, e na réplica de Oswald de Andrade ao
famoso “To be or not to be”: “Tupy or not Tupy, that
is the question”. O rei da Dinamarca (Zé Celso), pai de
Ham-let, é assassinado e o príncipe retorna à
Dinamarca para herdar o trono. O Fantasma do seu pai faz uma
aparição e denuncia ao filho que foi assassinado pelo
próprio irmão: Cláudio (Walney de Assis), que
usurpa o trono casando-se com Gertrudes (Gisela Marques), rainha e
mãe de Ham-let. Ofélia é vivida por Camila
Mota. Ham-let busca múltiplas ações criativas,
através, principalmente, do fazer do teatro, para vingar o
pai evitando as ações convencionais, ressentidas,
maniqueístas. Essa obra clássica ganhou a força
trágica na encenação no período do
Impeachment de Collor, quando todo o Brasil vestiu Preto-Hamlet.
Normalmente cortada pelos grupos que montam a peça, na versão
do Oficina a trama apresenta-se na beleza de sua integridade,
identificando a situação de guerra dos Impérios
de cinco séculos atrás com a situação
atual de decadência do último Império.
Cacilda!
(José Celso Martinez Correa): Cacilda! traz a
arte-vida da grande atriz Cacilda Becker. Escrita em 1990, esta é
a primeira parte de uma tetralogia, que reconciliou José
Celso com a história do teatro brasileiro. Sua primeira
encenação, em 1998, consolidou o projeto da Associação
Teat®o Oficina Uzyna Uzona, que dos anos 90 até hoje
re-existe no Teat®o Oficina em espetáculos antológicos.
Com quase quatro horas de duração, Cacilda! é
dividida em dois atos. O 1º inicia com o aneurisma da atriz em
1969 durante o 1º ato de “Esperando Godot”, passando
pela viagem de seu coma, retornando à infância e ao
início da sua carreira como bailarina em Santos. No 2º
ato vem os delírios dos 40 dias de coma trazendo o
antagonismo do Teat®o de Coros e o de Protagonistas – o Teatrão,
misturando personagens que a atriz criou reencontrados na sua
agonia, com os de outros artistas de sua geração como
Zimbienski, Madame Morineau, Walmor Chagas, Adolfo Celli, Cleyde
Iáconis, Dulcina de Moraes. Para reviver a história da
maior atriz do teatro brasileiro, duas grandes atrizes
contemporâneas se revezam – Bete Coelho e Leona Cavalli.
Escrita por Nelson Rodrigues em
1959, ao mesmo tempo em que surgia a Bossa Nova e o Teat®ro
Oficina, a peça traça o enredo criminal de um grande
bicheiro carioca, o Boca de Ouro. É protagonizada pelo grande
ator “carioca de São Paulo”, Marcelo Drummond,
que atua usando uma máscara bucal, uma dentadura de ouro
colocada, em cena, pelo dentista, Zé Celso. O autor conta
através de flashbacks três diferentes versões
sobre os assassinatos do casal suburbano Leleco (Fernando Coimbra) e
Celeste (Camila Mota), dadas pela ex-amante de Boca, Dona Guigui
(Sylvia Prado), ao jornal O Sol. As figuras do Chefe da Redação
(Adão Filho), do Macumbeiro Preto, de Caveirinha (Aury
Porto), e do Fotógrafo (Tommy Pietra) trazem a MÍDIA,
na verdade o grande protagonista da peça. Nelson Rodrigues,
assim como Nietzsche, não acredita na existência de uma
“verdade em si”, mas de interpretações e
perspectivas da subjetividade humana. Boca de Ouro nasceu em uma
latrina. Seu desejo transhumano é a transmutacão
alquímica da merda de sua origem miserável, em ouro,
na vida e na morte, de sua dentadura ao seu caixão de ouro –
sonho de ser um “Deus Asteca”.
Os DVD’s recém-lançados do Festival Teatro Oficina estão a venda nas lojas e na Casa de Produção do Teatro Oficina.
A 2001 Video, loja e locadora de vídeos em São Paulovende os dvd’s. Ham-Let, Cacilda!, Bancantes e Boca de Ouro, estão sendo vendidos separadamente e custam entre R$25,00 e R$32,00. Pode-se comprar pelo site 2001video.
Os objetos audio visuais não identificados podem também ser comprados diretamente do Oficina através do envio de email para a secretaria combinando o pedido e a forma de pagamento. O email da secretaria é secretaria@teatroficina.com.br.
álbum de fotos
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